segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Convicções de um vocacionado

“Dispor-se a servir a Deus sem a consciência da vocação é cumprir papel e ofício, assumir cargos e  executar tarefas”. Durvalina Bezerra

Estamos iniciando o ano letivo e pensarmos sobre nossas convicções diante do chamamento do nosso Senhor Jesus é de profunda relevância em nosso cenário atual. Certeza adquirida, persuasão intima, são definições do dicionário para convicção e vocação é ato de chamar, talento, aptidão.
Um vocacionado sempre será desafiado em suas convicções, em sua jornada ministerial, pois ele precisa este bem fundamentado sobre a Vontade Divina para sua vida.
Uma vida de comunhão intima com o Senhor é um aspecto indispensável nesse processo, como diz o salmista “O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança”[1]. Por isso nossas convicções precisam está fundamentada na vontade Divina, onde o chamado tem a sua origem.
Amos é um exemplo de vocacionado que tinha profunda convicção de seu chamado e sabia como permanecer centro da vontade de Deus, independente das circunstância; no capítulo 7 de seu livro é descrito essa certeza, diante  da maior autoridade religiosa do Reino Norte:
“...Depois Amazias disse a Amós: “Vá embora, profeta! Vá profetizar em Judá; vá ganhar lá o seu pão. Não profetize mais em Betel, porque este é o santuário do rei e o templo do reino. Amós respondeu a Amazias: “Eu não sou profeta nem pertenço a nenhum grupo de profetas, apenas cuido do gado e faço colheita de figos silvestres Mas o SENHOR me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: ‘Vá, profetize a Israel, o meu povo”.[2]
Essa postura do profeta nos leva a identificar três convicções indispensáveis na vida de uma vocacionado: “Eu não sou profeta nem pertenço a nenhum grupo de profetas” Essa primeira está relacionada a quem eu não sou, muitos por não ter essa convicção em seu chamamento, acabam como o titulo do livro de Joyce Strong: Lideres a beira do abismo; “apenas cuido do gado e faço colheita de figos silvestres”, saber de fato quem eu sou, nos ajuda a reconhecer nossas fraquezas e limites em nossa jornada ministerial; e  “mas o Senhor me tirou ... e me disse: Vá profetiza” é ter clareza de quem me chamou, pois nos momentos de crise essa profunda convicção nos põe de pé e nos faz romper barreiras intransponíveis.
Considero essas convicções fundamentais para todos os vocacionados, engajados na seara do nosso Senhor. 
Autor: Edson Miranda - publicado no espaço acadêmico, do ISTBB. 

[1] Salmos 25.14 - NVI
[2] Amos 7 -12 - 15

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